QUEM SOMOS

Frente aos grandes desafios no campo das tecnologias sociais para a produção de saúde e de vida a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileira e Saúde - Núcleo/RS e o Grupo de Pesquisa Processos e Organizações dos Pequenos Grupos (do Programa de Pós-Graduação em Psicologia - PUCRS), por meio de seu Grupo de Trabalho EGBÉ Territórios Negros e Saúde, com o financiamento da SEGEP/Ministério da Saúde e com a colaboração de uma rede de instituições, órgãos públicos e movimentos sociais, levantam a necessidade de realização do I Encontro Nacional de Tradições de Matriz Africana e Saúde.

O evento acontecerá no período de 18 a 21 de setembro de 2010, no Hotel Everest, Porto Alegre/RS.

Os objetivos do encontro são:
- Fortalecer o debate em torno do tema "Terreiros e Saúde" reunindo diferentes lideranças de tradições de matriz africana e pesquisadores do País e do Estado do Rio Grande do Sul, bem como setores governamentais e não-governamentais da saúde em torno da temática “Comunidades Tradicionais de Terreiro Integrando Saberes, Fortalecendo Vínculos e Construindo o SUS”;
- Dar visibilidade aos saberes tradicionais das comunidades tradicionais de terreiro;
- Propor a construção de estratégias de interlocução entre terreiros e SUS.

O encontro terá como público alvo lideranças e vivenciadores de religiões de matriz africana, militantes de movimentos sociais, conselheiros de saúde, gestores e trabalhadores em saúde, estudantes e pesquisadores.

Na prática profissional do SUS, é notório o conhecimento de que as pessoas, antes de buscarem atendimento nos serviços de saúde, procuram acolhimento, aconselhamento e cuidado nos terreiros. Todavia, há um desconhecimento acadêmico sobre como essas práticas são fundadas e realizadas, o que, muitas vezes, leva a uma interpretação psicopatológica e estigmatizada dos fenômenos religiosos impedindo o diálogo entre profissionais e lideranças de terreiro.

Nesta perspectiva, os conhecimentos socializados e produzidos no encontro, além de darem visibilidade acadêmica às práticas em saúde tradicionais de matriz africana, instigam o diálogo entre conhecimento tradicional e conhecimento científico traduzindo, portanto, sua relevância, complexidade e contemporaneidade.